Muerto pero no Mucho – 2012

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Indiscutivelmente, a comédia é o gênero que mais agrada o público nas salas de teatro de todo o país. É pensando nisso que o GTT – Grupo Teatral Ta´lento, mantenedor do Espaço Fábrica das Artes, apostous suas fichas para conquistar o público nessa montagem do Grupo, a comédia “Muerto pero no mucho”, que estreou no dia 17 de novembro, às 21 horas, no Teatro Fábrica das Artes, sede do grupo. O espetáculo permaneceu em cartaz por duas semanas, nos dias 17, 18, 24 e 25 de novembro.

O texto tem como ponto de partida o conto “O Pirotécnico Zacarias”, de Murilo Rubião e foi livremente adaptado para o teatro pelo diretor Carlos Justi, que também assina a direção do espetáculo. “Muerto” tem como proposta brincar com o inusitado, explorando tipos comuns do cotidiano, tendo como base a suposta morte de um conhecido pirotécnico e as histórias fantásticas de que ele morreu, mas não morreu.

Tudo começa quando um grupo de amigos, a caminho de uma festa à fantasia, atropela um homem numa velha estrada, no meio do nada. Na tensão do acidente descobrem que o homem não tem batimentos cardíacos e não respira, mas realiza coisas capazes de deixar o grupo de cabelo em pé. Uma série de fatos alimenta histórias e boatos que dão o tempero cômico do espetáculo.

Alem de ser uma comédia com tema bem atual, a nova produção do GTT agradou o público. Segundo Carlos Justi, diretor do espetáculo, a montagem foi uma comédia de ação, com situações extremas e inusitadas, que prendeu a atenção do público. “A narrativa é simples, direta e instigante. Passa por diferentes estilos, com diálogos, lembranças, visões e muita ação, sempre com um toque cômico”, revela o diretor.

A idéia de montar o espetáculo era antiga, e Justi estava trabalhando neste projeto a mais de seis anos. “Conheci o conto em 2006 e vi nele a possibilidade de virar uma peça de teatro. Fiz várias intervenções adaptando para linguagem teatral e acredito que o público vai curtir essa versão”, destaca. O espetáculo marca a retorno do diretor ao palco. O ultimo trabalho de Carlos Justi a frente do GTT foi na comédia “O Príncipe”, baseada no capitulo homônimo do livro Cheiro de chão, do escritor americanense Ariel Capozzi, encenada em 2008. Curiosamente, tanto O Príncipe quanto Muerto, são adaptações de contos literários. “Espero que “Muerto” tenha a mesma repercussão do espetáculo O Príncipe”, finaliza Justi. O príncipe fez três temporadas no Fábrica das Artes e participou do Americena (mostra local de teatro) de 2008, conquistando os prêmios de Melhor Ator (André Gimenes), Melhor Iluminação (JJ Bart), Melhor Texto (Ariel Capozzi) e uma indicação a Melhor diretor (Carlos Justi).

Ficha Técnica
Muerto Pero no Mucho
Livre adaptação do conto “O Pirotécnico Zacarias” de Murilo Rubião
Adaptação e direção: Carlos Justi
Figurinos: Gisele Cimony
Maquiagem: Karen Lima
Sonoplastia: Marcelo Porqueres e Carlos Justi
Designer: Carlos Nascimento
Iluminação: Bruno Zepelini
Preparação Vocal: Fga Kelli Leoni
Elenco: Carlos Nascimento, Christian Lima, Gisele Cimony, Gustavo Zanetti, Kelli Leoni, Michaele Piasson e Neila Gonzaga.
Produção: Grupo Teatral Ta´lento / Fábrica das Artes

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