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domingo, 2 outubro, 2022
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FÁBRICA SEDIA LANÇAMENTO DE LIVRO

Moacir Romero, compositor, poeta e ex-vereador de Americana escolheu o Teatro da Associação Fábrica das Artes para o lançamento do seu primeiro livro,  Lembranças, Dores e Saudades – Memórias e Mentiras, inspirado no registro  de memórias de sua infância na cidade de Boracéia, SP, sua cidade natal. O evento acontece neste sábado, 19 de fevereiro, às 19h30 com entrada franca.

Autor de dezenas de poesias e canções sertanejas de gênero raiz ao longo de vários anos, escrever um livro foi o passo natural na linha do tempo que o levou a compilar as suas lembranças, ou, como prefere dizer sobre o livro, um “ajuntamento de letras”. O dia a dia na roça com o pai, o estudo primário, as músicas tocadas na Rádio que gostava de ouvir, os incríveis espetáculos de circo e os gibis que adorava ler, quando eram trocados por algumas frutas com os amigos.

Nem tudo, porém, é verdade no livro. Afinal, todo escritor tem lá sua criatividade aguçada e, às vezes, pincela a realidade. “Quando me atrevi a escrever, não sabia exatamente o que registrar, mas confesso que ao final me dei por satisfeito, nem tudo o que escrevi é verdade, mas em tudo que foi escrito, existe verdade”., admite.

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 “Lembranças, Dores e Saudades – Memórias e Mentiras” retrata nos diversos episódios (48 textos) a vida simples do interior, fatos e imaginações. Além, é claro, de algumas mentiras, que são os textos criados através da imaginação, e que poderiam até ter acontecido, mas, em relação aos casos descritos, não ocorreram, embora, em alguns deles, fica a dúvida sobre se aconteceram, ou não. Nesse particular, Romero faz uma “Homenagem aos Mentirosos”. O texto com esse título é uma confissão sobre a sua condição de mentiroso, ao contar “quando o que relato não são coisas verdadeiras”.

Ao apregoar tal fato, busca salvar-se de uma eventual interpretação equivocada, recorrendo a “um grande mentiroso: Ariano Suassuna”, de O Auto da Compadecida, um dos clássicos da literatura brasileira. Está lá nos escritos de Moacir Romero, “que a mentira são histórias inventadas, apenas para provocar risos”. Por isso, “sou um mentiroso quando o que relato não são coisas verdadeiras”.

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