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DesolaDor

29 29America/Sao_Paulo abril 29America/Sao_Paulo 2018 | 20:00 à 21:00

R$20

No solo de Gabriela Mellão protagonizado por Clovys Tôrres, a pele de Artaud se desfaz juntamente com sua crença na humanidade e no teatro de seu tempo.

DesolaDor apresenta um retrato poético de Antonin Artaud. No espetáculo que tem autoria e direção de Gabriela Mellão, Artaud surge em cena como um homem em processo de decomposição.

O solo protagonizado por Clovys Tôrres busca através da composição dramatúrgica e da concepção de encenação retratar este homem desintegrado pela dor, arruinado pela consciência das faltas do homem de seu tempo.

As angústias mais profundas deste pensador, teórico, dramaturgo, ator, diretor e poeta francês fundamental do século XX  se revelam sobretudo sensorialmente na composição de um universo sufocante, expresso através de imagens e palavras.

O solo busca investigar conceitos de Artaud unindo linguagem e forma. No espetáculo, a pele de Artaud se desfaz juntamente com sua crença na humanidade, e no teatro de seu tempo. A decomposição é alívio e martírio, problema e solução, doença e cura.  

O espetáculo foi inspirado em cartas e textos pessoais do autor, escritos como Cadernos de Rodez, que datam de seu período de internação, no manicômio de Rodez, de 1937 a 1946, época em que ele esteve mais fragilizado – mesmo assim, consciente de sua doença e do valor de suas crenças artísticas e humanas.

DesolaDor foi escrito há dez anos por Gabriela Mellão, a pedido de Clovys Tôrres. De certa forma, está sendo gestado desde então pela dupla.

O crítico de teatro Alberto Guzik escreveu sobre o texto no prefácio do livro  Gabriela Mellão – Coleção Primeiras Obras: “A autora gosta de explorar o universo de personagens reais. É o caso de Vaslav Nijinsky em Nijinsky – Minha Loucura é o Amor da Humanidade, e Antonin Artaud em DesolaDor. Mas não usa essa prospecção para fazer biografias teatrais. O que busca não é o retrato realista destas figuras históricas. Tenta apreender outras dimensões destas almas atormentadas. (…) DesolaDor apresenta uma recriação livre de cartas, trechos de diários, de escritos pessoais deste grande artista que foi Artaud. Este revela-se ao público a partir da recriação de escritos que desvelam para o espectador aquilo que a autora considera como a matéria-prima ao mesmo tempo sábia e louca dos pensamentos do inventor do teatro da crueldade, uma das figuras fulcrais do teatro do século 20, cujas invenções e delírios ecoam ainda hoje em um sem-número de espetáculos e experimentos cênicos ao redor do mundo. (…) É o áspero, o incômodo, que a autora busca em seus textos, não o reconfortante e encorajador. Ela questiona a condição humana e vai até os limites para buscar entender o sentido dessa aventura absurda e exasperante que é nossa vida. Suas figuras são torturadas, estão no limite. Um limite que a autora explora cuidadosa e detalhadamente. Sonda a dimensão dos abismos, lida com o lado negro da força. Suas figuras são complexas, possuem vários níveis de significação. Atrito é a palavra-chave nesse teatro. Atrito dos seres uns contra os outros, atritos dos seres consigo mesmos e com a sociedade.

Apesar evidente influencia de dramaturgos como Bernard-Marie Koltès, Harold Pinter e Newton Moreno, entre outros, em sua dramaturgia, a escritora encontra uma voz própria para dizer suas histórias. Tem olhar inquieto dos poetas que exploram os aspectos noturnos de suas criações. A loucura, o suicídio, os desajustes, as incertezas, as despersonalizações, todos esses lados opacos da personalidade humana povoam seu textos. Ela faz um teatro pouco palatável. Não são peças para o público que busca no teatro um pouco de entretenimento antes da pizza. São obras que nos convidam a mergulhar, a busca as profundidades. Não tenho dúvida de que Gabriela Mellão e suas sofisticada dança de palavras estão destinadas agora a frutificar. E depois, a ficar”.

Sinopse

Desolador é um retrato poético da dor de Antonin Artaud. No solo, o ator, autor e teórico francês vive processo de decomposição, arruinado pela consciência das faltas do homem de seu tempo, transitando entre lucidez e delírio.

Ficha Técnica

Texto, direção, cenário de Gabriela Mellão
Com Clovys Tôrres
Trilha original Lutz Gallmester
Luz de Alexandre Stockler e Gabriela Mellão
Operação de luz e som Henrique Keller Polli
Fotografia: Giorgio D’Onofrio

Serviço

Desolador
Teatro – 50min – Drama – 14anos
29 Abril 2018  – Domingo – 20 horas
Valor: R$ 20,00 (Inteira) e 10 reais Estudantes/Idosos e Antecipado
Informações 19 – 98838-1990

 

Detalhes

Data:
29 29America/Sao_Paulo abril 29America/Sao_Paulo 2018
Hora:
20:00 à 21:00
Preço:
R$20
Categorias de Evento:
,

Local

Fábrica das Artes
Rua Dr. Cícero Jones, 146 - Vila Redher
Americana, São Paulo 13465-370 Brasil
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Telefone
19 3645 1990
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