A GAROTA QUE GUIAVA TRENS – Espetáculo gratuito, no Fábrica.

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A Garota que guiava trens, no de repente de uma tragédia sem tamanho”, é um espetáculo de bonecos híbridos, produzido pela Cia A DitaCuja de Ribeirão Preto e estará no Fábrica das Artes, no domingo, 17 de março, as 19h. O ingresso é o Ticket Cultura (Modalidade de ingresso onde o público decide se quer pagar e o quanto deve ser pago).

O espetáculo que foi produzido com recursos do Edital Proac 2023 – Circulação de Espetáculos Teatrais do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa, narra a história de uma personagem cansada da rotina e que se vê forçada a mudar a partir de uma tragédia inesperada.

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Criado a partir de histórias recolhidas durante uma viagem da Cia. A DitaCuja ao longo de uma das últimas linhas férreas do Brasil a manter o transporte diário de passageiros — a Estrada de Ferro Vitória a Minas —, o espetáculo traz à tona a relação das cidades e seus moradores com o impacto provocado pelas grandes empresas da região, tanto no seu desenvolvimento quanto na história recente do Rio Doce e os acidentes ambientais que mudaram não só a paisagem, mas as cidades do entorno.

Na obra, uma jovem maquinista de trem segue a profissão “herdada” de várias gerações de mulheres da família e se questiona sobre os trilhos do seu destino enquanto segue sua rotina, encontrando figuras marcantes pelo caminho.
Um acontecimento inesperado, no entanto, muda o curso da sua história e de todos pelo caminho.

Espetáculo crítico, “A Garota que guiava trens, no de repente de uma tragédia sem tamanho” convida todos à reflexão. “Abordar temas críticos num espetáculo teatral é extremamente agregador, faz diferença, principalmente para a juventude, ainda em processo de formação intelectual, vivendo o momento de começar a olhar para o contexto social em que está inserido. Quem desenvolve a habilidade de filtrar o que recebe de fora, a partir de uma ótica mais humanista, com princípios éticos e de diversidade, torna-se capaz de posicionar-se ante à vida em sociedade e protagonizar sua própria história. Esse é o papel do teatro, esse é o nosso trabalho”, diz a atriz e dramaturga Monalisa Machado.

Integram o elenco também: Michelle Maria, Rafa Touso, Monalisa Machado e Tânia Alonso, que também assina a direção junto com Flávio Racy. A trilha sonora foi criada por Guilherme A.B.C. Ishie, os figurinos são assinados por Zezé Cherubini e a cenografia e desenho de luz são criação de Flávio Racy. A produção executiva é de Bárbara Monsignore e Flávio Racy, assessoria de imprensa e redes de Michelle Maria e Tatiana Constantini, produção geral de Subverta Ateliê de Criação, Produção e Comunicação e apoio e produção local da Fábrica das Artes.

A PESQUISA
A montagem foi teve início com uma viagem ao longo de uma das últimas linhas férreas do Brasil a manter o transporte diário de passageiros, a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que conduz cerca de 3 mil passageiros por dia ao longo do Rio Doce em Minas Gerais e Espírito Santo.

O objetivo dessa viagem foi ouvir e colher histórias ao longo do caminho de ferro. Os municípios visitados durante a viagem para a pesquisa de campo foram: Belo Horizonte – MG; Periquito – MG; Conselheiro Pena – MG; Barão de Cocais – MG; Timóteo – MG; Baixo Guandu – ES e Vitória – ES, cada qual com sua particularidade em termos históricos, geográficos, culturais e econômicos. Em cada cidade, os atores do projeto, que também são contadores de histórias, realizaram encontros com os moradores da cidade, recolhendo histórias, encontrando personagens e buscando inspirações a partir das suas relações com a ferrovia.

A pesquisa de campo trouxe à tona a relação das cidades e seus moradores com o impacto provocado pelas grandes empresas da região tanto no seu desenvolvimento quanto na história recente do Rio Doce e os acidentes ambientais que mudaram a paisagem do seu entorno e das cidades que seguem seu caminho, estabelecendo o eixo condutor da obra, uma tragédia sem tamanho que acontece ao longo do caminho da protagonista, uma maquinista de trem que é retirada de sua rotina e acaba mudando a sua visão de mundo.

CIA A DITACUJA E OS BONECOS HÍBRIDOS

Em seus mais de 17 anos de atividade, a Cia A DitaCuja sempre criou espetáculos a partir de pesquisas temáticas, de linguagens e dramaturgia própria, baseadas em processos criativos que deram origem a obras infantis, adultas, de ocupação, de palhaçaria e para a rua.
Simultaneamente, o grupo desenvolve pesquisas em performance e teatro de animação, a partir do teatro lambe-lambe, teatro de sombras e agora também com o boneco híbrido, utilizado no espetáculo.
Nesta técnica teatral, o ator é manipulador de um boneco que se mistura ao seu próprio corpo — em um ato de simbiose — dando forma à performance com elementos de ambos misturados. No jogo do espetáculo, boneco e elenco misturam-se em um hibridismo que começa no corpo e transcende percepções.

Serviço:
Teatro Adulto – 12 anos
“A Garota que guiava trens, no de repente de uma tragédia sem tamanho”
17 de Março – domingo 19h
Informações: 19 – 98838.1990 / (16) 98252.5711  

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